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Monte o seu nó
com o que você já tem.

O firmware é a parte fácil de copiar, e não faz sentido cobrar por ela. Se o seu roteador roda OpenWrt, estes guias levam do zero ao nó funcionando: rede de visitantes isolada, portal cativo e liberação por tempo pago. Comprar o aparelho pronto poupa trabalho — não desbloqueia nada.

Antes de começar Compartilhar acesso à internet pode violar o contrato com o seu provedor ou a regulação de telecomunicações da sua região. Contratos residenciais costumam proibir revenda; planos empresariais costumam permitir. Leia o seu antes de colocar um nó no ar.
01

O que o aparelho precisa ter

Qualquer roteador com OpenWrt 23 ou mais novo, 128 MB de RAM e suporte a VLAN serve. O que não é negociável são três coisas:

  • VLAN por SSID — para separar visitantes da sua rede
  • Isolamento de clientes — para que um visitante não enxergue o outro
  • nftables — para liberar e cortar acesso por dispositivo

Roteador doméstico de operadora quase nunca atende. Se o seu não tiver imagem de OpenWrt, é mais barato comprar um usado compatível do que insistir.

02

Rede de visitantes isolada

O SSID de visitantes precisa viver numa VLAN própria, sem rota para a sua rede local. Sem isso, quem paga um passe enxerga a sua impressora, o seu NAS e o computador da sala.

uci set network.visitantes=interface
uci set network.visitantes.proto='static'
uci set network.visitantes.ipaddr='10.77.0.1'
uci set network.visitantes.netmask='255.255.255.0'

uci set wireless.aether=wifi-iface
uci set wireless.aether.network='visitantes'
uci set wireless.aether.mode='ap'
uci set wireless.aether.ssid='AETher'
uci set wireless.aether.encryption='none'
uci set wireless.aether.isolate='1'          # visitantes não se enxergam
uci commit && wifi reload

Rede aberta é intencional: o visitante precisa entrar antes de pagar. A proteção não vem da senha, vem do isolamento e do firewall.

03

Firewall: nega tudo, libera por dispositivo

A regra é bloquear por padrão e abrir só para quem tem sessão válida. O timeout do próprio conjunto derruba a sessão no fim — sem cron, e um reboot do serviço não deixa ninguém liberado para sempre.

nft add table inet aether
nft add set inet aether allowed '{ type ether_addr; flags timeout; }'
nft add chain inet aether fwd \\
  '{ type filter hook forward priority 0; policy drop; }'

# quem está no conjunto passa
nft add rule inet aether fwd ether saddr @allowed accept

# o resto vai para o portal
nft add rule inet aether fwd tcp dport { 80, 443 } redirect to :8080
04

Deixar o portal alcançável antes do login

Aqui mora o ponto mais frágil de qualquer portal cativo: um dispositivo sem sessão não tem internet, mas precisa alcançar o portal e a rede de pagamento mesmo assim. A lista de liberados precisa incluir:

  • o domínio onde o portal está hospedado
  • o endpoint RPC da Solana que o portal usa
  • os domínios das carteiras que o visitante possa abrir

Essa lista é chata de manter e quebra em silêncio quando um provedor muda de domínio. Vale revisar sempre que alguém relatar que "o pagamento não abre".

05

Validar a sessão e liberar

Quando o visitante volta do pagamento com um token, o roteador consulta o portal e libera pelo tempo restante. O token é assinado: editar o vencimento à mão invalida a assinatura.

#!/bin/sh
# aether-node.sh MAC TOKEN
PORTAL="https://aethernetwork.online"

RESP=$(curl -fsS "$PORTAL/api/session?token=$2") || exit 1
[ "$(echo "$RESP" | jq -r .valid)" = "true" ] || exit 1
RESTA=$(echo "$RESP" | jq -r .secondsLeft)

nft add element inet aether allowed "{ $1 timeout ${RESTA}s }"

Precisa de curl e jq. Nos dois casos, opkg install resolve.

06

Receber o dinheiro

O nó não guarda chave privada nenhuma. Você informa apenas o endereço público da sua carteira Solana, e os pagamentos caem direto lá — o portal só observa a blockchain para saber que chegou.

Consequência prática: um nó roubado não é uma carteira roubada. O pior que alguém faz com o aparelho é parar de vender acesso.

Antes de anunciar A conta de token USDC do seu endereço precisa existir antes do primeiro pagamento. Sem ela, a carteira do visitante paga o aluguel dessa conta — e algumas simplesmente recusam a transação.
07

O que ainda vai te morder

  • MAC randômico. iOS e Android trocam o MAC por rede. Sessão presa a MAC funciona no teste e falha no mundo — prefira um cookie assinado.
  • Detector de portal. Cada sistema testa a conectividade num endereço próprio, e o comportamento muda entre versões. Teste em pelo menos um iPhone e um Android antes de abrir ao público.
  • RPC público. Aguenta a bancada e recusa em produção. Um endpoint dedicado deixa de ser luxo assim que houver movimento.
Sem tempo para isso?

O R370 chega com tudo isto pronto.

Mesmo firmware, mesmas regras, sem a tarde de configuração — e com o rádio corporativo, que é a parte que um roteador doméstico não entrega.

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